Polícia Civil investiga crime registrado por câmeras de segurança e apura possível motivação por ciúmes
Um homem identificado como David Schmidt Prado, de 37
anos, morreu após ser esfaqueado dentro de uma academia em Londrina, no
norte do Paraná. O caso aconteceu na segunda-feira (5) e está sendo investigado
pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e a motivação
do ataque.
Segundo informações oficiais, Lucas Wancler Ferreira dos
Santos foi preso em flagrante e teve a prisão enquadrada como homicídio
qualificado, considerando o meio utilizado e a dificuldade de defesa da
vítima. Durante o depoimento, o suspeito optou por permanecer em silêncio.
David trabalhava no setor administrativo de uma rede de
postos de combustíveis em Londrina e, de acordo com familiares, deixou um filho
de seis anos. A família é da cidade de Cornélio Procópio, a cerca de 67
quilômetros de Londrina, onde ocorrem o velório e o sepultamento.
Imagens registraram a ação
De acordo com a Polícia Civil, câmeras de segurança da
academia registraram o momento do crime. O delegado responsável pelo caso
informou que as investigações apontam para uma possível emboscada, supostamente
motivada por ciúmes, embora detalhes não tenham sido divulgados para não
comprometer a apuração.
As imagens mostram que o suspeito aguardava no estacionamento
do local e abordou a vítima após o término do treino. Após uma breve conversa,
David foi atingido por golpes de faca e tentou buscar ajuda, mas não resistiu
aos ferimentos.
Um policial militar que estava de folga e treinava na
academia interveio, conteve o agressor e evitou novas agressões. O Serviço
Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas
a vítima morreu no local.
A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) apreendeu a arma
utilizada e conduziu o suspeito à delegacia. O corpo foi recolhido pela Polícia
Científica de Londrina.
Lucas foi preso e permaneceu em silêncio durante o depoimento. — Foto: Reprodução
Defesa se manifesta
Em nota, a defesa de Lucas afirmou que o caso ainda está em
fase inicial de investigação e que qualquer conclusão antecipada seria
precipitada. A advogada responsável informou que acompanha o andamento do
inquérito, defende o respeito ao devido processo legal e à presunção de
inocência, além de criticar a divulgação de materiais que possam fazer parte da
investigação.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a
conclusão de laudos e demais diligências para esclarecer completamente os
fatos.
