O tenente-coronel Geraldo Neto mandou vídeo com arma na própria cabeça após a esposa PM pedir separação. A mulher morreu dias depois
O tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa
Neto, de 53 anos, gravou e enviou um vídeo chorando e com uma arma apontada
para a própria cabeça após a esposa PM pedir separação. Dias depois, Gisele
Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento, no Brás, centro
de São Paulo.
No vídeo, o tenente-coronel aparece chorando, com olhos
vermelhos e lábios tremendo. Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele,
Marinalva Vieira, disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto.
Na sexta-feira (13/2), a policial inclusive teria ligado para os pais chorando
muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e pediu para o pai
buscá-la em casa.
Dias depois, na quarta-feira (18/2), ela foi encontrada
morta, e a ocorrência foi tratada, inicialmente, como suicídio consumado. As
primeiras investigações, contudo, levantaram dúvidas razoáveis de uma morte
suspeita.
O que aconteceu
- Gisele
Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta, no dia 18 de fevereiro,
no apartamento em que morava, no bairro do Brás, centro de São Paulo.
- Inicialmente,
as autoridades trataram o caso como suicídio consumado, mas, após ter
informações sobre o relacionamento vivido entre ela e o marido, o
tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, passaram a investigar o
caso como morte suspeita.
- Familiares
da vítima afirmaram que ela vivia um relacionamento abusivo com o
homem, que, inclusive, teria pedido para terminar dias antes, ocasião
em que Geraldo gravou um vídeo chorando e apontando uma arma para a
própria cabeça.
- Além
disso, a mãe da mulher contou, em depoimento, que a filha era proibida
de usar batom, perfume e salto alto.
O corpo da policial foi sepultado no dia 20 de fevereiro em
Suzano, na Grande São Paulo.
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar
informações sobre casos ou tentativas de suicídio que ocorrem em locais
públicos ou causam mobilização social, porque esse é um tema debatido com muito
cuidado pelas pessoas em geral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda
que o assunto não venha a público com frequência, para o ato não ser
estimulado.
O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de
conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem. Depressão,
esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados
pelos médicos em um potencial suicida – problemas que poderiam ser tratados e
evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização
da Vida (CVV) pode ajudar você. A organização atua no apoio emocional e na
prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas
que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e
Skype, 24 horas, todos os dias.
Fonte: metrópoles
