Policiais apreenderam 500 kg de cocaína, e quatro suspeitos morreram em confronto no sudeste do estado. Em outra ação na zona rural de Dueré, um piloto identificado como Max Jhonny Saraiva Silva Melo foi preso com meia tonelada de cocaína.

Quatro mortes foram confirmadas, segundo a PM. — Foto: Divulgação/PM-TO
Um confronto entre policiais e suspeitos de tráfico
internacional de drogas terminou com quatro mortos na região sudeste do
Tocantins, entre Paranã e São
Salvador. A ação, ocorrida no domingo (22), faz parte de uma ofensiva das
forças de segurança que resultou na prisão de um piloto, na apreensão de duas
aeronaves e de meia tonelada de cocaína em outra operação realizada na zona
rural de Deueré.
O piloto preso foi identificado como Max Jhonny Saraiva Silva
Melo. Ele passou por
audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.
Ao g1, a defesa de Max Jhonny Saraiva Silva Melo
informou que é importante destacar que os fatos ainda se encontram em fase
inicial de apuração e não podem ser analisados sob a ótica meramente
superficial das circunstâncias da prisão (leia íntegra da nota abaixo).
No vídeo ao qual a TV Anhanguera teve acesso, é possível ver os corpos sendo
transportados em uma caminhonete da Polícia Militar do Tocantins até o
Instituto Médico Legal de Natividade (IML). A ação foi resultado de um trabalho
de inteligência que durou dias. A Polícia Militar de Goiás chegou a permanecer
infiltrada na mata densa por cerca de dez dias, dormindo em redes e sob chuva,
para monitorar a movimentação do grupo criminoso.
No local do flagrante, entre Paranã e São Salvador, os
agentes descobriram um galpão com dezenas de galões de combustível e buracos no
chão, usados para esconder a droga e abastecer aviões em voos de longa
distância. Durante a tentativa de abordagem, houve um intenso confronto armado.
Quatro suspeitos de tráfico morreram no local, e outros seis conseguiram fugir
para a mata.
Em relação à operação de Dueré, a polícia informou que o
preso Max Jhonny possui um vasto histórico criminal, com passagens e condenações por roubo
e crimes contra o sistema financeiro. Ele foi preso em flagrante no último
sábado, passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em
preventiva.
Max foi detido logo após o pouso de um monomotor modelo
Cessna 210 em uma pista clandestina. Segundo as investigações da Força
Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), a aeronave teria decolado da
fronteira com a Bolívia. No momento da abordagem, os agentes encontraram no
avião um adesivo da Bolívia, fardos de comida e um GPS com registros de rotas
internacionais.
Na mochila do piloto, foram encontradas porções de cocaína,
folhas de coca e valores em moeda estrangeira, incluindo dólares, bolívares e
pesos colombianos. Um detalhe técnico ajudou a confirmar a ligação de Max
Jhonny com o crime: seu aparelho celular conectou-se automaticamente à rede de
internet via satélite instalada na aeronave.
O cerco policial continua nesta segunda-feira (23), com o
apoio da Polícia Militar do Tocantins, que busca localizar dois ou três
fugitivos que ainda estariam na região. Até a última atualização desta
reportagem, os corpos ainda não haviam sido identificados.
Fonte: g1