Oficial é suspeito de matar a esposa, encontrada com tiro na cabeça

Tenente-coronel foi preso em condomínio Crédito: TV Vanguarda
Imagens mostram o momento em que o tenente-coronel da Polícia
Militar Geraldo Leite Rosa Neto é preso na manhã desta quarta-feira (18), em
São José dos Campos, no interior de São Paulo. No vídeo, o oficial aparece
sendo conduzido sem algemas e acomodado no banco de trás de uma viatura. As
informações são da Rede Vanguarda.
O policial foi indiciado por feminicídio e fraude processual
pela morte da esposa, a também PM Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro
na cabeça no mês passado. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a
ser investigado como homicídio após a análise de laudos periciais.
A prisão ocorreu por volta das 8h12, no apartamento do oficial, localizado na região central da cidade. Equipes da Polícia Civil foram até o imóvel e efetuaram a detenção. Após a prisão, o tenente-coronel foi levado para prestar depoimento, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.
Cena de suicídio montada
O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa
Neto, de 53 anos, foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada
Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude
processual. A decisão pela preventiva do oficial foi feito nesta terça-feira
(17) e conta com aval do Ministério Público de São Paulo. As informações são do
g1.
O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele
se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última
semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos
produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese
inicial.
O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de
Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo
da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a
policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há
ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo
disparo.
A perícia também concluiu que a cena foi alterada, sendo
montada pelo tenente-coronel. Isso porque havia sangue em ‘lugares errados’ e a
posição dos pés não era compatível com a de casos de suicídio. As conclusões
foram tiradas a partir do caminho que a bala fez para atingir a cabeça de
Gisele e a profundidade de ferimentos no pescoço da soldado que indicaram uma
imobilização da vítima antes da morte.
| Gisele Alves Santana |