VÍDEO: Momento raro mostra cobra gigante trocando de pele na mão de biólogo

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Serpente caninana de 2 metros foi resgatada estava dentro de capacete em Jaraguá do Sul; durante o resgate, animal iniciou o fenômeno natural

Foto: Christian Raboch Lempek/Redes sociais/ND Mais

Uma situação curiosa chamou a atenção durante o resgate de uma cobra em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Enquanto era segurada pelo biólogo Christian Raboch Lempek, a serpente de mais de dois metros começou a trocar de pele nas mãos do profissional, revelando um dos processos mais característicos da biologia desses répteis.

O episódio aconteceu na última quinta-feira (12), quando moradores encontraram uma cobra da espécie caninana escondida dentro de um capacete na parte externa de uma casa e acionaram equipes da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente).

O biólogo percebeu o início da troca de pele ao retirar o animal do local. Durante o manejo, partes da camada antiga começaram a se soltar, evidenciando o processo conhecido como ecdise.

Foto: Christian Raboch Lempek/Redes sociais/ND Mais

O que é a troca de pele das cobras

A troca de pele é um fenômeno natural que ocorre porque a pele das serpentes não cresce junto com o corpo. À medida que o animal se desenvolve, uma nova camada começa a se formar sob a antiga.

Com o tempo, o organismo produz um fluido que separa as duas camadas. Quando o processo começa, a cobra geralmente esfrega a cabeça em superfícies ásperas para abrir a pele próxima ao focinho e então desliza para fora da camada antiga, quase como se estivesse retirando uma luva.

Além de permitir o crescimento, a ecdise também ajuda a eliminar parasitas e renovar a pele. Após a troca completa, a coloração da serpente costuma ficar mais viva e brilhante.

Durante essa fase da troca de pele, porém, os animais ficam mais vulneráveis, pois a visão pode ficar temporariamente prejudicada.
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