Mãe de adolescente morta por amigas durante ‘brincadeira’ faz desabafo; veja vídeo

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Caso brutal ocorrido no México gerou revolta após penas consideradas leves

A mãe da adolescente Leyla Monserrat fez um forte desabafo após a Justiça do México definir a punição das jovens envolvidas no crime. A garota foi assassinada por duas amigas, e o caso ganhou repercussão após imagens serem divulgadas nas redes sociais.

Em entrevista à imprensa local, Carmen Angélica Becerra relatou que a filha sofria assédio por causa da cor da pele e recebia mensagens ofensivas das agressoras antes do crime.

Nem mesmo a prisão me compensará pelo mal que fizeram a ela. Não pude me despedir; me entregaram o caixão lacrado. A verdade é que aquelas meninas foram cruéis”, declarou.

Em outro momento, reforçou: “As adolescentes devem ser punidas por seus atos. Se agiram como adultas, no mínimo deveriam receber o que lhes é devido pelo imenso mal que causaram”.

Entenda o crime

Na noite do assassinato, em setembro de 2025, Leyla foi amarrada a uma cadeira, vendada e estrangulada. Durante a ação, uma das adolescentes filmava tudo com um celular. O vídeo, que depois circulou nas redes sociais, foi enviado de forma anônima à mãe da vítima e se tornou uma das principais provas do caso.

“A prova apresentada é um vídeo impactante no qual elas tiram a vida da minha filha; elas filmaram tudo, decompuseram o corpo da minha filha, jogaram cal sobre ele e a enterraram”, disse Carmen à imprensa.

Após o crime, as autoras tentaram ocultar o corpo enterrando-o no quintal da casa de uma delas. O cadáver foi encontrado cerca de uma semana depois, já em avançado estado de decomposição, o que levou ao lacre do caixão e impediu a despedida da família. A causa da morte foi asfixia mecânica.

As investigações chegaram a apurar a possível participação de um adulto conhecido como “El Kalusha” ou “Minimi” (Martín “N”), que foi encontrado morto dias depois. No entanto, as autoridades concluíram que apenas as duas adolescentes tiveram envolvimento direto no feminicídio.

Penas geram indignação

A revolta aumentou após a decisão do Tribunal do Sistema Integrado de Justiça Criminal para Adolescentes.

Uma das jovens foi condenada a 2 anos e 10 meses de internação, enquanto a outra recebeu 11 meses em liberdade assistida. Além disso, a Justiça fixou uma indenização de 5.677 pesos mexicanos por danos morais, valor considerado ofensivo pela família, já que os custos do funeral ultrapassaram 30 mil pesos.

Fonte: BacciNotícias

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