Weverton Pereira Oliveira recebeu alta e foi encaminhado ao sistema prisional. Mulher estava internada desde o dia 28 de abril
A mulher de 56 anos que, durante uma abordagem da Polícia
Militar (PMES), sofreu queimaduras após o próprio filho atear fogo em uma
motocicleta faleceu nesta segunda-feira (4/5). O caso ocorreu no dia 28 de
abril, no distrito de Melgaço, em Domingo Martins, na região serrana do
Espírito Santo.
A vítima, identificada como Silvia Pereira, estava internada
em estado grave no Hospital Estadual Jayme Santos Neves, onde chegou a ser
intubada. Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto
Médico-Legal (IML).
O filho de Silvia, identificado como Weverton Pereira
Oliveira, de 33 anos, ateou fogo na própria moto durante uma fiscalização de
trânsito. O homem foi parado porque a motocicleta estava sem placa de
identificação.
A mãe tentou evitar a ação, mas acabou sendo queimada pelas
chamas. Silvia foi atingida e sofreu queimaduras severas no rosto e nos braços.
Weverton também foi encaminhado à unidade de saúde com
ferimentos nos braços. Após receber alta hospitalar, ele foi encaminhado ao
sistema prisional. Ele foi submetido a uma audiência de custódia na última
quinta-feira (30/4) e continuou preso.
A Delegacia Regional de Venda Nova do Imigrante registrou o
caso. O suspeito foi preso em flagrante por tentativa de homicídio com fogo,
incêndio e resistência à ação policial. Já a motocicleta foi apreendida pelos
militares.
Câmeras flagraram momento
Imagens de videomonitoramento registraram o momento em que
Weverton despeja o combustível sobre a motocicleta, enquanto Silvia tenta
contê-lo. Em seguida, ele ateia fogo no veículo.
Nas imagens, os PMs se afastam, enquanto a mãe de Weverton,
já em chamas, rola no chão na tentativa de apagar o fogo. Ela foi
socorrida pelo próprio filho e por uma mulher que passava pelo local.
O que aconteceu
- Weverton
foi abordado na Rodovia ES-368, em frente ao Destacamento da Polícia
Militar (DPM) de Melgaço, enquanto conduzia o veículo sem placa de
identificação.
- Segundo
a corporação, o motociclista foi informado de que a moto seria removida
até a regularização.
- Ele
reagiu de forma agressiva, criticou a abordagem e deixou o local,
retornando pouco depois com a placa do veículo.
- No
entanto, ainda conforme a corporação, não havia como fixar a placa, já que
os pontos de encaixe estavam danificados.
- Ao
perceber que não conseguiria regularizar a situação, Weverton se afastou
novamente, entrou em um carro e voltou com um galão de gasolina.
- Os
militares deram ordem para que ele soltasse o recipiente e chegaram a
apontar a arma em sua direção e para o alto.
- Depois
de afastarem a viatura das chamas, os militares retornaram e prenderam o
motociclista, que ainda resistiu. Ele chegou a ser colocado na
viatura, mas os militares perceberam que ele apresentava queimaduras nos
braços.
“Saco cheio”
De acordo com o boletim de ocorrência, a abordagem foi
realizada durante a Operação Cavalo de Aço, que se concentra na fiscalização de
motocicletas.
Conforme o registro, o homem reagiu de maneira agressiva e
afirmou que os policiais “deveriam estar prendendo ladrão” e que estava “de
saco cheio com as fiscalizações de trânsito”.
