Você lembra dele? Saiba como está o bebê que viralizou fumando 40 cigarros 16 anos atrás

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Hoje, aos 16 anos, ele mantém uma vida saudável, dedica-se aos estudos de programação e alerta sobre os riscos do vício 

Uma imagem que chocou o mundo há mais de uma década voltou a chamar atenção nas redes sociais. Nela, um menino ainda de fraldas aparece fumando com naturalidade, em uma cena que rapidamente ultrapassou as fronteiras da Indonésia e levantou um alerta sobre a exposição de crianças ao cigarro.

O garoto ficou conhecido internacionalmente depois que vídeos publicados na internet mostraram sua rotina incomum. Na época, ele tinha apenas cerca de um ano e meio e chegava a consumir uma quantidade impressionante de cigarros todos os dias. Anos depois, a história ganhou um novo capítulo e muita gente passou a se perguntar o que aconteceu com ele.

Histórico do vício do bebê, crises de abstinência e reabilitação

O menino é Ardi Rizal, da Indonésia. Em 2010, quando as imagens viralizaram, ele tinha aproximadamente um ano e meio e chegava a fumar 40 cigarros por dia. O caso aconteceu na aldeia de Teluk Kemang, no sul da ilha de Sumatra.

Segundo relatos publicados pelo jornal The Sydney Morning Herald em 2017, o primeiro cigarro teria sido dado a Ardi pelo próprio pai, quando ele tinha cerca de 18 meses. A criança passou a desenvolver uma forte dependência de nicotina ainda nos primeiros anos de vida.

A tentativa de interromper o vício foi bastante difícil para a família. Quando os cigarros eram retirados, Ardi apresentava crises de abstinência, ficava agressivo e chegou a bater a própria cabeça. A mãe, Diana, relatou que chegou a tentar diferentes formas de impedir que o filho continuasse fumando.

Em uma das situações relatadas pela mãe, o menino chegou a ameaçar se jogar em um rio caso não recebesse cigarros. “Ele disse: ‘Se você não me der um cigarro, eu me jogo’”, contou Diana. Segundo ela, Ardi acabou cumprindo a ameaça e, diante da situação, ela voltou a ceder aos pedidos da criança.

A gravidade do caso levou autoridades da Indonésia a acompanhar a situação. Cerca de três anos depois da repercussão internacional, Ardi iniciou um processo de reabilitação com o psicólogo infantil Seto Mulyadi para conseguir abandonar a dependência.

Parar de fumar, porém, trouxe outro problema. A ansiedade provocada pela abstinência fez com que Ardi passasse a compensar a falta do cigarro com comida. O comportamento alimentar se tornou descontrolado e ele chegou a desenvolver obesidade infantil. Aos cinco anos, pesava cerca de 24 quilos, aproximadamente seis quilos acima da média esperada para sua idade e altura.

A mãe contou que, em determinada fase, Ardi conseguia comer três coxas de frango, três tigelas de sopa e uma lata de leite condensado em uma única refeição. A situação começou a mudar quando ele entrou na escola e passou a ser alvo de comentários dos colegas por causa do tamanho da lancheira. Aos poucos, reduziu as porções e conseguiu controlar o peso.

Em 2019, aos 11 anos, Ardi também apareceu em um programa de televisão brasileiro. Na ocasião, passou por exames médicos e o médico Antonio Sproesser, do Hospital Moriah, afirmou que os pulmões do garoto não apresentavam lesões relacionadas a câncer, tumor ou enfisema.

Superação dos vícios e rotina atual aos 16 anos

Hoje, aos 16 anos, Ardi está muito distante da imagem que o tornou conhecido mundialmente. Depois de superar o vício em nicotina e enfrentar também a compulsão alimentar, ele passou a manter uma rotina mais saudável e regrada. Reportagens recentes apontam que o jovem também participa de projetos e fala sobre a própria experiência para alertar sobre os perigos da dependência.

Além dos estudos, Ardi demonstrou interesse por programação e mantém o futebol como um dos hobbies. A trajetória do jovem passou, assim, de um dos casos mais chocantes de dependência infantil registrados na imprensa internacional para uma história de recuperação após anos de acompanhamento e mudanças de hábitos.

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