Mulher toma um susto ao receber conta de água no valor R$ 16 mil


Imagine receber a conta de água e se deparar com uma cobrança 298 vezes mais cara do que de costume. Foi o que ocorreu com a técnica em secretariado Lorrany Cristina Maia do Nascimento, moradora do bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de BH. Ela levou um susto ao ver o valor cobrado pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) na conta de abril: nada mais, nada menos que R$ 16.411,95.

Em entrevista ao BHAZ, a Lorrany conta estar acostumada com o valor de até R$ 55 na conta de água. Mas engana-se quem pensa que esta é a primeira vez que a quantia cobrada vai além do normal para a moradora de um reassentamento da Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte).

“O imóvel ficou uns sete meses sem morador. Retornamos para lá no começo do ano. No mês de março recebemos uma conta de R$ 451,52. Levei um susto, pois este não é o valor acostumado a vir”, lembra.

A consumidora conta ter entrado em contato com a Copasa para entender o que ocorreu. “Disseram-me que eu tinha informado o número do hidrômetro errado. Verificamos se tinha algum vazamento, seguindo as recomendações da companhia, e não encontramos nada que justificasse tal valor”, explica.

Nos mê seguinte, mesmo com a primeira pendência não tendo sido solucionada, “a conta veio com um valor aceitável”: R$ 54,30. “O preço é compatível para uma casa onde moram dois adultos e uma criança”, diz.

 

Histórico de consumo da família (Arquivo pessoal/Lorrany Cristina)

‘Fiquei sem acreditar’

Se Lorrany já tinha levado um susto quando a conta veio custando mais de R$ 400, ao receber a de R$ 16.411,95 ficou sem acreditar. “Na hora liguei para a Copasa e fiz uma postagem nas redes sociais. A companhia alegou que já tinha um chamado em aberto pelo leiturista, por que ele achou o valor estranho. Dias depois veio um técnico aqui em casa”, relembra.

O representante da Copasa deu esperanças a Lorrany de que o valor seria alterado. “Ele olhou o hidrômetro e disse que deve ter acontecido um erro pra ter vindo aquele preço”, diz. Para desespero da família, a Copasa respondeu, via e-mail, de que a conta estava com valor correto.

“A conta vai vencer agora no dia 1º de junho e não vou pagar. Não tenho condições. Estou acionando a Justiça. É um valor inexplicável, sem condição nenhuma. Eu também não paguei aquela de R$ 451,52”, desabafa.

Diante dos valores cobrados e da falta de explicação da Copasa, o sentimento que fica em Lorrany é de “revolta”. “A gente tenta manter nossas contas em dia, da maneira correta, e acontece isso. O sentimento é de revolta e incapacidade por não poder fazer nada e não ter um retorno satisfatório”, diz.

O que diz a Copasa?

O BHAZ entrou em contato com a Copasa e foi informado que está apurando o ocorrido na ligação do imóvel.

“A princípio a leitura do hidrômetro está correta e há indícios de vazamento interno. A Companhia continuará a avaliação junto ao cliente para solucionar o caso”, esclareceu.

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