Dois registros foram confirmados, os pacientes estão em Vitória da Conquista e Salvador
![]() |
| Mpox Crédito: Shutterstock |
A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista
informou que o caso registrado na cidade é de uma paciente mulher, com idade
entre 30 e 39 anos, que reside em outro município da região. Ela deu entrada no
Hospital Geral de Vitória da Conquista no dia 5 de fevereiro apresentando
quadro de lesões cutâneas vesiculares e crostas. Ainda segundo a pasta, a
mulher também testou positivo para catapora, porém teve confirmação por meio de
exames laboratoriais para o diagnóstico de Mpox. Ela está em isolamento e com
boa resposta ao tratamento.
"A Secretaria Municipal de Saúde reforça que segue
monitorando o caso e adotando todas as medidas de vigilância e controle
preconizadas pelos protocolos sanitários, a fim de garantir a segurança da população",
informou a pasta.
Não há mais informações sobre o paciente de Salvador, segundo
a Sesab. A pasta também revelou que outros dois casos estão em análise e outros
três foram descartados.
No Brasil, 47 casos já foram registrados, de acordo com
informações divulgadas pelo Ministério da Saúde ao Valor Econômico nesta
quinta-feira. Nesta conta, estão inclusos 41 casos confirmados em São Paulo,
três casos no Rio de Janeiro, um no Distrito Federal, um em Rondônia, e um em
Santa Catarina. O dado não incluiu, a atualização de casos em São Paulo, que já
chega a 44, de acordo com o painel de monitoramento do Núcleo de Informações
Estratégicas em Saúde (Nies), e o caso confirmado no Rio Grande do Sul, na
cidade de Porto Alegre, divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Porto
Alegre na última terça-feira (17).
O que é a doença?
Chamada inicialmente de varíola dos macacos após primatas
apresentarem lesões parecidas às da varíola humana, em 1958, a Monkeypox teve
seu primeiro caso em humanos registrado em 1970, na República Democrática do
Congo. Em 2022, uma variante se disseminou rapidamente no mundo. Ela
chegou a mais de 100 países, incluindo o Brasil e partes da Europa e da
Ásia.
A doença é causada por um vírus similar ao da varíola humana
e causa lesões bolhosas na pele, formando uma crosta que depois cai. Os
sintomas da Mpox desaparecem sozinhos em poucas semanas na mioria dos casos, de
acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No entanto, a
entidade alerta que, em algumas pessoas, a doença pode provocar complicações de
saúde e até mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com outras
condições que baixam a imunidade correm risco de ter sintomas mais graves.
Ainda segundo a fundação, entre as complicações graves estão as infecções de
pele, pneumonia, confusão mental e infecção nos olhos que pode levar à perda da
visão.
O principal meio de transmissão é através do contato direto
com as lesões. Mas também pode ser transmitida por gotículas, ao falar ou
respirar, e pelo contato com roupas de cama ou objetos de uso pessoal. A
transmissão só deixa de acontecer quando todas as lesões de pele estão
completamente cicatrizadas. O tempo de incubação - período entre o vírus entrar
no organismo e os sintomas aparecerem - pode chegar a 21 dias.
