Fique atento! Saiba os sintomas do câncer nos rins, uma doença silenciosa

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Com sintomas que podem passar despercebidos no início, a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados

O câncer nos rins é considerado uma doença silenciosa porque, em muitos casos, não provoca sintomas nas fases iniciais. Isso faz com que o diagnóstico aconteça, frequentemente, durante exames de imagem solicitados por outros motivos. Quando os sinais aparecem, o tumor pode já estar em estágio mais avançado.

Os rins são órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e regular funções importantes do organismo, como a pressão arterial. Localizados na parte posterior do abdômen, eles não costumam causar dor facilmente. Essa característica contribui para que alterações passem despercebidas por um longo período.

Com o avanço dos exames de rotina, como ultrassonografias e tomografias, parte dos casos tem sido identificada de forma incidental. Ainda assim, muitas pessoas só procuram ajuda médica quando começam a perceber mudanças mais evidentes no corpo. A falta de sintomas específicos dificulta a suspeita precoce.

Por isso, conhecer os possíveis sinais e fatores de risco é fundamental. A informação pode ser decisiva para buscar avaliação médica no momento certo e aumentar as chances de tratamento eficaz.

Um dos sinais mais conhecidos do câncer renal é a presença de sangue na urina, condição chamada de hematúria. Em alguns casos, a coloração avermelhada é visível a olho nu. Em outros, só é detectada por exames laboratoriais, o que reforça a importância dos check-ups periódicos.

A dor persistente na região lombar, especialmente de um lado só, também pode ser um indicativo. Diferentemente de dores musculares comuns, esse desconforto tende a não melhorar com repouso ou analgésicos simples. Quando associado a outros sintomas, merece investigação.

Outro possível sinal é o surgimento de uma massa palpável no abdômen ou na lateral do corpo. Embora não seja comum nos estágios iniciais, pode aparecer conforme o tumor cresce. Qualquer alteração física percebida deve ser comunicada ao médico.

É importante destacar que sangue na urina e dor lombar podem estar relacionados a outras condições, como infecções urinárias ou cálculos renais. Ainda assim, a avaliação médica é essencial para descartar causas mais graves.

Além dos sinais urinários, o câncer nos rins pode provocar sintomas mais inespecíficos. Cansaço excessivo, perda de peso sem motivo aparente e febre persistente estão entre as manifestações possíveis. Como são queixas comuns a diversas doenças, muitas vezes não despertam suspeita imediata.

A anemia também pode estar associada ao quadro, já que os rins produzem hormônios importantes para a formação de células sanguíneas. Alterações nessa função podem levar à sensação constante de fraqueza e indisposição. Esses sinais costumam surgir de forma gradual.

Em alguns casos, pode haver inchaço nas pernas ou tornozelos, decorrente de alterações na função renal. Mudanças na pressão arterial também podem ocorrer, uma vez que os rins participam do seu controle. Essas variações, quando persistentes, exigem acompanhamento.

Por serem sintomas amplos e pouco específicos, o diagnóstico pode ser retardado. Por isso, qualquer combinação de sinais persistentes deve ser discutida com um profissional de saúde.

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer renal. O tabagismo é um dos principais, seguido por obesidade, hipertensão arterial e histórico familiar da doença. A exposição prolongada a determinadas substâncias químicas também pode estar relacionada ao aumento do risco.

Homens costumam ser mais afetados do que mulheres, e a incidência aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Pessoas com doença renal crônica ou que realizam diálise por longos períodos também precisam de acompanhamento mais rigoroso.

A detecção precoce é determinante para ampliar as chances de sucesso no tratamento. Quando identificado em estágio inicial, o tumor pode ser removido cirurgicamente com melhores resultados. Em fases avançadas, as opções terapêuticas tornam-se mais complexas.

Manter consultas regulares, controlar fatores de risco e realizar exames quando indicados são atitudes que fazem diferença. Informação e atenção aos sinais do corpo são aliados importantes na prevenção e no diagnóstico oportuno.

Fonte: Meio Norte News

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