Juiz afirmou que ação era tentativa de "silenciar a voz de uma mulher" e que o homem tentou uma "inversão dos papéis de vítima e agressor"

Chá revelação foi, na verdade, para revelar traições Crédito: Reprodução
Um "chá revelação" de traição que viralizou nas
redes sociais no ano passado ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (5). A
Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de indenização feito pelo
agricultor Rafael Eduardo Schemmer contra a ex-mulher, Natália Knak, e a tia
dela, após a ex-companheira revelar as traições do marido em um evento de
família e a tia filmar o episódio.
O caso aconteceu no município de Quinze de Novembro, na região norte do estado, em julho de 2025. Na Justiça, o homem alegou que sofreu violação à honra, à imagem e à vida privada e pediu para ser indenizado em R$ 100 mil, além de ter requerido a retirada do vídeo da internet. A Vara Judicial da Comarca de Ibirubá, também no norte do Rio Grande do Sul, julgou improcedente o pedido de indenização.
Homem exposto no 'chá revelação da traição' aparece em ginásio por Reprodução
"A tentativa de instrumentalizar o Poder Judiciário para
silenciar a voz de uma mulher que reage a uma situação como a presente no caso
concreto, buscando uma inversão dos papéis de vítima e agressor, configura uma
forma de revitimização institucional", afirmou o juiz João Gilberto
Engelmann.
As duas mulheres também entraram com pedidos de indenizações.
Natália pleiteou o valor R$ 150 mil por danos morais relacionados ao sofrimento
decorrente de sucessivas traições e risco à própria saúde, e a tia pediu R$ 10
mil por ter sido incluída indevidamente no processo. O juiz também negou essas
indenizações.