De acordo com a criadora de conteúdo, a esposa do cliente esperou ela sair da academia e começou a xingar, além de ter arranhado o carro
Uma criadora de conteúdo adulto acusou a esposa de um cliente
de arranhar o carro dela, intimidá-la e ofendê-la após o marido da mulher ter
sido sorteado para “uma noite especial”. O caso teria ocorrido na semana
passada, em São Paulo, e acabou na delegacia.
Na gravação, a vítima explica: “Quem me acompanha sabe que
todo mês eu escolho um assinante para ter uma noite bem especial comigo”.
Ela continua relatando que saiu com um homem, mas que ele
estava estranho desde o começo, com vergonha de tudo e sem querer aparecer. Até
aí, tudo bem, mas no dia seguinte, a esposa do cliente descobriu a academia em
que ela treinava.
“Quando eu saí da academia, a mulher dele me abordou, me
xingando de tudo, me intimidando no meio da rua e ainda me gravou. E, para a
minha surpresa, eu vi que ela arranhou o meu carro todo”, contou a vítima.
Após o “barraco”, a mulher foi até a delegacia para registrar
boletim de ocorrência e depois acionou o seguro do automóvel. Ela conta que
voltou a falar com o cliente para que ele pagasse o prejuízo do carro, mas ele
se negou a ajudar.
Arranhar o carro de outro é crime?
De acordo com o artigo 163 do Código Penal Brasileiro,
arranhar um carro alheio propositalmente configura crime de dano.
A legislação diferencia o ato entre dano simples e
qualificado:
- Dano
simples: ocorre quando alguém destrói, inutiliza ou deteriora o bem de
outra pessoa. A pena é de detenção de 1 a 6 meses ou multa.
- Dano
qualificado: a pena aumenta para 6 meses a 3 anos de detenção, além de
multa, se o ato for praticado por motivos como egoísmo ou vingança, com
prejuízo considerável para a vítima ou se o veículo for patrimônio
público.
Nesses casos, o recomendado é tirar fotos detalhadas e fazer
vídeos que mostrem o estrago. Também é orientado procurar câmeras de segurança
que registrem a ação ou testemunhas. Com as provas em mãos, o ideal é registrar
um boletim de ocorrência e formalizar a denúncia.
Além da punição criminal, a pessoa prejudicada pode entrar
com uma ação no Juizado Especial Cível (pequenas causas) para exigir o
reembolso do conserto (danos materiais) e, dependendo do caso, indenização por
danos morais.
