A grarota de programa relatou que o marido esfaqueou o homem após ouvir seus gritos de socorro
O Portal Bacci Notícias segue acompanhando de perto o caso de
Johnes Madureira de Jesus, de 35 anos, que foi morto a facadas enquanto estava
dentro de um carro com uma garota de programa, em Taguatinga Sul, no Distrito
Federal (DF), no último domingo (10).
No começo da tarde desta quarta-feira (13), a Polícia Civil do DF divulgou detalhes do depoimento da mulher. Identificada como Maria Elane da Silva Morais, de 28 anos, ela contou como tudo aconteceu e trouxe detalhes bombásticos sobre a dinâmica do crime.
Depoimento de Maria Elane
Segundo a acusada, a discussão teria começado entre os dois,
inicialmente por conta do valor do programa e, depois, pelo uso do
preservativo. A garota de programa afirmou que havia combinado o valor de R$
150, mas Johnes teria pago apenas R$ 50.
“Como eu já estava dentro do carro e temendo confusão,
aceitei. Ele foi tirando a roupa e eu disse: ‘Você tem que pagar primeiro’. Eu
insisti que era com preservativo, mas ele ficou empurrando minha cabeça com
muita força, puxou ela e depois tirou o preservativo”, relatou.
Ainda conforme o depoimento, a vítima teria tentado uma nova
relação sexual, desta vez fora do veículo. Foi nesse momento que ela gritou e
seu marido, João Vitor Mendes Diniz — que trabalhava em um bar da região —,
surgiu na cena do crime e esfaqueou Johnes pelas costas.
“Ele [Johnes] parecia possuído por alguma coisa. Começamos
uma discussão dentro do carro e tive essas pancadas nos olhos. Dei um grito e
só vi meu marido dando a porrada nele. Eles foram brigando para lá”, afirmou.
Prisões
Após o ataque, o casal fugiu no veículo da vítima. O corpo de
Johnes Madureira de Jesus foi encontrado embaixo de um caminhão estacionado
próximo ao local do crime. Por conta da fuga com o automóvel, a Polícia Civil
trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), apesar da
versão de briga apresentada pelos suspeitos.
De acordo com a Polícia Militar, João Vitor e Maria
Elane foram localizados e presos horas depois do ocorrido, escondidos em um
hotel em Ceilândia. O caso segue sob investigação da 21ª Delegacia de Polícia.
