Aeronave saiu de Teófilo Otoni, fez parada em Belo Horizonte e seguia para São Paulo com cinco pessoas a bordo, entre empresários do setor de tecnologia e piloto.

Fotos mostram empresário Fernando Moreira Souto, piloto Wellington Oliveira Pereira e empresário Leonardo Berganholi, vítimas de acidente aéreo em BH — Foto: Reprodução/TV Globo
Cinco pessoas estavam a bordo do avião monomotor, de
pequeno porte, que caiu e bateu em prédio residencial na Rua Ilacir Pereira
Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave
levava quatro empresários do ramo de tecnologia e o piloto, e seguia para São
Paulo após uma parada na capital mineira.
A TV Globo apurou que, no momento do
acidente, estavam no avião:
- Wellington
Oliveira, piloto, de 34 anos. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na
hora;
- Fernando
Moreira Souto, filho do prefeito da cidade de Jequitinhonha–MG, de 36
anos. Ele estava no banco do copiloto e também morreu no local;
- Leonardo
Berganholi, empresário, de 50 anos, que morreu no hospital;
- Arthur
Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos;
- Hemerson
Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.
Segundo o Corpo de Bombeiros o piloto e um passageiro
morreram no local. Outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas em
estado grave ao Hospital João XXIII. Leonardo Berganholi,
empresário, de 50 anos, morreu horas após a internação.
Arthur Berganholi, de 25 anos, sofreu fratura na perna esquerda, foi atendido
e tem o quadro considerado estável. Hemerson Cleiton Almeida Souto, de
53 anos sofreu fraturas mais graves, com lesões nas duas pernas, mas passou por
cirurgia e também permanece estável.
O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com
seis pessoas a bordo. Ao pousar no Aeroporto da Pampulha, em Belo
Horizonte, duas pessoas desembarcaram e uma, Hemerson, embarcou.
Em seguida, a aeronave voltou a decolar com cinco pessoas,
com destino a São Paulo. O grupo era sócio da empresa Uaitag, que atua no setor
de tecnologia e cartões.
Arthur Schaper Berganholi estava no avião que atingiu um prédio em BH — Foto: Redes sociais
Ninguém que estava no prédio foi atingido. Todos os moradores
foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros pouco antes das 14h.
"Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar,
na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma
residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que
visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da
escada, sem atingir outros apartamentos", disse o tenente Raul, do Corpo
de Bombeiros.
O acidente aconteceu em uma rua paralela à Avenida
Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira.
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, às 12h16. Três viaturas da corporação foram empenhadas e chegaram ao local por volta de 12h25. Ambulâncias do Samu e a Defesa Civil da capital mineira também estão no local.
Hemerson Cleiton Almeida Souto estava no avião que atingiu um prédio em BH — Foto: Redes sociais
A aeronave
A aeronave caiu no estacionamento do prédio. O piloto
reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com
dificuldades na decolagem.
De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979.
A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do
piloto, e tem peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
A aeronave não tinha operação autorizada para táxi aéreo, de
acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ou seja, não
pode ser usada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante
pagamento, como fazem empresas de táxi aéreo. Modelo é conhecido como
"sertanejo".
Investigação da Fab e da Polícia Civil
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do
Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram
acionados para apurar as causas do acidente.
Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estão no local para coletar
dados, preservar elementos e levantar informações que possam ajudar na
investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as
circunstâncias da queda do avião, registrada na tarde desta segunda-feira (4).