Lavínia e Levi nasceram em uma maternidade de Vitória, no final de julho. Nascimento de um bebê empelicado é considerado raro na obstetrícia.
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| Gêmea nasceu empelicada em maternidade de Vitória, no Espírito Santo. — Foto: Ellen Vieira |
O nascimento de um casal de gêmeos em Vitória, no final
de julho, foi marcado por um momento raro. A pequena Lavínia Soares
Montaleone nasceu empelicada, condição em que o bebê fica envolto pela
bolsa amniótica que o protege durante a gestação.
O nascimento foi registrado em um vídeo que mostra a bebê
dentro do saco gestacional apoiando o queixo sobre as duas mãos. Após ser
completamente retirada da barriga da mãe, a bolsa estourou e Lavínia começou a
chorar.
“Ficamos todos maravilhados. Eu sabia da existência de partos
com bebê empelicado, mas por serem dois, não imaginei que seria possível
comigo. Foi emoção pura, um sentimento inexplicável”, contou a mãe dos bebês,
Natália Soares, de 27 anos.
O vídeo foi feito pela storymaker Ellen
Vieira, que foi contratada pela família para registrar o parto. Segundo ela, o
momento foi um marco em sua carreira. “Foi incrível. Eu já tinha feito
cobertura de parto antes, mas nunca tinha tido essa experiência de registrar um
bebê empelicado”, contou.
Esta não é a primeira vez que um parto deste tipo acontece no
Espírito Santo. Em fevereiro, gêmeos nasceram empelicados em bolsas
amnióticas diferentes, também em Vitória.
Sentimento é de gratidão, diz mãe
Os bebês nasceram após 37 semanas e dois dias de gestação em
uma cesárea de emergência realizada em uma maternidade de Vitória, no dia 27 de
julho.
O primeiro a nascer foi Levi, em um momento também marcado
pela emoção. “Assim que me cortaram, vimos a mãozinha dele. É como se ele
quisesse sair logo e me encontrar. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que
seria um parto tão especial”, relembrou Natália.
Em seguida, foi a vez de Lavínia vir ao mundo. “Eu nunca iria
imaginar que ela poderia ter nascido assim, empelicada. Ainda mais com a
mãozinha no queixinho. Foi incrível. O sentimento é de gratidão a Deus por
presenciar isso, os dois são maravilhosos”, completou a mãe.
Quase duas semanas após o parto, mãe e bebês passam bem. “Eles estão ótimos, só tivemos elogios na consulta com a pediatra. Já nos acostumamos com a nova rotina. Nossa rede de apoio é muito grande e, graças a Deus, amor e cuidado não faltam”, disse Natália.
| Gêmeos Levi Soares Montaleone e Lavínia Soares Montaleone nasceram no dia 27 de julho em uma maternidade de Vitória, no Espírito Santo. — Foto: Ellen Vieira |
O que é o parto empelicado
O parto empelicado ocorre quando o bebê nasce envolvido pela
bolsa amniótica, uma película fina e transparente que o protege durante a
gestação.
Na maioria dos casos, o rompimento da bolsa e o vazamento do
líquido amniótico são o sinal de que a criança está prestes a nascer, a horas
ou minutos do parto. O nascimento empelicado, por sua vez, acontece quando essa
estrutura não se rompe.
A condição é rara, mas não oferece riscos para a mãe nem para
o bebê.
Nesses casos, assim que a criança é retirada ainda envolta
pela membrana, o médico faz um pequeno corte na película para estourá-la e
liberar o recém-nascido. Em seguida, o bebê segue para os procedimentos de
rotina, passando por testes e exames com o pediatra neonatal para a avaliação
da sua saúde geral.
