Adolescente de 17 anos é morta a tiros após recusar investidas e dinheiro de suspeito

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Caso é investigado como feminicídio; suspeito ofereceu dinheiro antes do crime

Ana Kévile foi morta a tiros Crédito: Reprodução

Uma adolescente de 17 anos foi morta a tiros na noite do último sábado (25), dentro de um estabelecimento comercial em Deputado Irapuan Pinheiro, no interior do Ceará. O caso é tratado como feminicídio e, segundo informações do g1, teria sido motivado após a jovem recusar investidas do suspeito momentos antes do crime. Identificada como Ana Kévile Nogueira Batista, a vítima estava em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, quando foi abordada pelo homem. Um familiar que a acompanhava presenciou a situação.

De acordo com ele, o suspeito passou a assediar a adolescente e chegou a oferecer dinheiro para manter relação com ela. Diante da recusa, o homem efetuou disparos. A jovem foi atingida e morreu ainda no local, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Senador Pompeu. Até o momento, o autor dos disparos não foi localizado, e a identidade dele não foi divulgada. Conhecida na cidade pela participação em atividades da igreja e ações comunitárias, Ana Kévile é lembrada por amigos e familiares como uma jovem dedicada e carismática.

A prefeitura de Deputado Irapuan Pinheiro publicou uma nota de pesar nas redes sociais lamentando a morte. “Que a memória de Ana Kevile seja um conforto para todos que tiveram o privilégio de conhecê-la e que Deus conceda a força necessária para enfrentar esta perda irreparável. A administração municipal solidariza-se com o luto de toda a comunidade”, diz o texto.

O velório e sepultamento ocorreram na manhã desta segunda-feira (27), quando moradores saíram às ruas para prestar as últimas homenagens à adolescente, em um cortejo marcado por comoção.

O caso também repercutiu nacionalmente. Em nota, a UNICEF manifestou indignação com o crime. “A morte da adolescente é a expressão mais extrema de uma cultura que pune meninas por dizer não. É mais uma vida interrompida, de uma menina que vinha inspirando outras crianças e adolescentes, e lutando por seus direitos”, afirmou a entidade.
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