O Pix é a principal forma de pagamentos instantâneos do país, o que atrai a atenção de criminosos e exige a atualização constante de medidas de segurança
O Banco Central divulgou novas regras para o Pix que vão
valer a partir de fevereiro. Data em que também entram em vigor medidas de
segurança por parte dos bancos. O Pix é a principal forma de pagamentos
instantâneos do país, o que atrai a atenção de criminosos e exige a atualização
constante de medidas de segurança.
O Banco Central determinou o aprimoramento do mecanismo
especial de devolução, o MED, que é a ferramenta para reaver valores em
situações de fraude. Nesta quinta-feira (18), o MED funciona assim: os bancos
rastreiam apenas a conta do recebedor inicial e só devolvem o dinheiro se
houver saldo disponível nessa conta, mas como os criminosos transferem
rapidamente os valores para outras contas, a devolução não é concluída em mais
de 90% dos casos.
Com as novas medidas, os bancos terão de ampliar essa busca
implementando o rastreamento em cascata, ou seja, se o valor for transferido da
conta inicial para outras contas, o rastreamento será estendido a essas contas
também. A medida aumenta as chances de recuperação do dinheiro.
A partir de 2 de fevereiro todos os bancos terão de seguir um
padrão de apresentação. Por exemplo: hoje, quando há devolução de valores por
fraude, alguns bancos usam a descrição "transação devolvida por medida de
segurança", sem deixar claro do que se trata.
Na nova regra será obrigatório identificar: o pagamento
original, a data, o valor e o motivo da devolução. As operações e
transferências via Pix continuam gratuitas para pessoas físicas. A cobrança de
taxa permanece permitida apenas para contas pessoas jurídicas.
Fonte: R7
